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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2020

2.157 em 19/06/2020

"Mulas" do tráfico presas pela PF no aeroporto de Fortaleza com cocaína em cintas modeladoras

Quinta 1.10.2015 226

Duas mulheres foram presas em flagrante quando desembarcavam de um vôo no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, na madrugada de quarta-feira. Elas carregavam junto aos seus corpos cerca de 10 quilos de cocaína pura.

O flagrante foi realizado pela equipe de agentes da Polícia Federal naquele terminal. Os policiais desconfiaram do modo lento como as mulheres se movimentavam na sala de desembarque doméstico e decidiram  fazer uma revista nas suspeitas e em suas respectivas bagagens. As “mulas” (como são chamadas as pessoas pagas por traficantes para transportar drogas) foram levadas até a sala de revistas da PF e examinadas.

Logo, os “federais” encontraram os pacotes de cocaínas escondidos sob cintas modeladoras nos corpos das duas mulheres. As suspeitas não tiveram seus nomes divulgados. Do aeroporto, elas foram levadas imediatamente para a sede da PF, no bairro de Fátima e autuadas em flagrante após passar por exame de corpo de delito na Perícia Forense (Pefoce).

As suspeitas desembarcaram de um vôo procedente de  Porto Velho, Rondônia, e confirmaram que foram pagadas para fazer o transporte da droga até a capital cearense.  A PF não informou se a cocaína era destina ao Ceará ou se seguiria para a Europa.

Este foi o segundo caso de flagrante no aeroporto de Fortaleza em menos de três dias. Uma prisão foi realizada no começo da semana, quando outro passageiro foi descoberto com cerca de 2,5 quilos de cocaína nas bagagens.

Rota

Fortaleza tornou-se um dos principais entrepostos internacionais nas rotas do narcotráfico. Na última terça-feira (29), a Polícia Federal revelou a prisão de 21 pessoas nesta Capital envolvidas num esquema internacional que mandava para a Europa todos os meses cerca de 300 quilos de cocaína diluída quimicamente e colocada em garrafas de cachaça que eram mandadas, inicialmente, para Portugal.

Já naquele país, a droga era encaminhada a um laboratório de refino, na cidade de Setúbal, onde passava por procedimentos químicos e voltava ao estado de pó, sendo então redistribuída para outros países europeus.  Segundo estimativas da PF, a organização criminosa chegava a arrecadar cerca de R$ 4 milhões por mês com o narcotráfico.

A investigação teve início em 2013 e culminou, na última terça-feira, com a “Operação Cardume”, que prendeu 21 pessoas no Ceará e mais cinco no Rio Grande do Norte. Entre os suspeitos detidos estão empresários dos ramos da farmacêutica, peixes e crustáceos, construção civil, de aparelhos celulares, e de carros de luxo importados. 

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