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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2018

4.686 em 19/12/2018  

Pesquisa da Presidência da República confirma o estado calamitoso da violência no Ceará

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A morte de jovens envolvidos em crimes tornou-se comum em Fortaleza e no Interior do Ceará

Apesar de todos os esforços feitos, até agora, pelo governo estadual no combate à violência, o Ceará permanece no cenário nacional como um dos Estados mais violentos do País. Entre 2007 e 2012, apresentou uma taxa de 94,6 assassinatos de jovens para cada 100 mil habitantes desta faixa etária. Ao mesmo, o Estado é o segundo da Região Nordeste com maior número de presos.

No período citado, a taxa de presos saltou 74 por cento, atingindo um total de 17.622 encarcerados. Hoje, no entanto, esse número ultrapassa os 20 mil.

Os dados são de um estudo divulgado nesta quarta-feira (03), pela secretaria Nacional da Juventude (SNJ), órgão vinculado à Presidência da República. De acordo com o levantamento, no quesito número de presos nas unidades penais, o Ceará perde apenas para Pernambuco, que acumulou no mesmo período, nada menos, que 28 mil presos.

O cenário do acúmulo de presos nas unidades penitenciárias e nas delegacias da Polícia Civil do Ceará é retratado quase que diariamente pela Imprensa local, sem que uma solução definitiva seja dada pelo governo Estadual.

Com a falta de vagas no Sistema Penal, as delegacias de Polícia se transformaram em depósitos de presos provisórios, pessoas detidas em decorrência de prisões em flagrante delito ou por ordem judicial. Os delegados, inspetores e escrivães deixam de realizar suas atividades de investigação de crimes, para se transformarem em carcereiros.

Dados alarmantes

Ainda de acordo com a pesquisa publicada nesta quarta-feira, no Ceará, a superlotação de presos faz com que cada vaga seja ocupada por praticamente duas pessoas (1,7 por vaga). Além do Ceará, os Estados brasileiros mais afetados com esta situação são Pernambuco (2,5 preso por vaga), Amapá (2,4), Amazonas (2,2), Maranhão (1,9) e São Paulo (1,9). Mas o campeão é Alagoas, com um déficit de 3,7 presos por vaga.

No País, o principal fator de superlotação de cadeias e presídio foram as prisões pelo cometimento de roubos. Já no Ceará, a “explosão” da população carcerária deve-se ao crescimento acelerado dos casos de assassinatos.

Entre 2007 e 2012, com a taxa de 94,6 assassinatos de jovens para cada grupo de 100 mil habitantes, o Ceará ficou atrás apenas de Alagoas (138,3) e Espírito Santo (101,7).

Conforme as autoridades, são crimes associados diretamente ao tráfico de drogas, os chamados “acertos de contas”.

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