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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2020

2.157 em 19/06/2020

Secretário Luís Mauro participa de homenagem de policiais penais ao colega assassinado em favela no Papicu

 Agente morto na favela

Paulo Vitor foi morto na Favela Pau Fininho por ondem de um traficante membro de facção 

O secretário da Administração Penitenciária do Estado do Ceará, Luís Mauro Albuquerque, participou de uma homenagem que os agentes penitenciários (policiais penais) fizeram, no último sábado (7), ao colega morto por criminosos de uma facção. O assassinato do agente Paulo Vitor Passos Teixeira, 25 anos, completou uma semana. Uma missa foi realizada na Capital. Sete suspeitos do crime já estão presos.

Os agentes penitenciários realizaram a homenagem ao colega em forma de união. Cantaram e entoaram palavras de ordem e citaram o nome de Paulo Vítor. Também acionaram as sirenes das viaturas do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), a unidade de elite da corporação.

Paulo Vítor foi morto, a tiros, na noite de 1º de março, quando retornava de uma festa na Praia do Futuro. Ele dirigia seu veículo quando, ao chegar ao bairro Papicu, se perdeu e entrou em uma rua que dá acesso a uma favela. Foi cercado por vários bandidos e morto a tiros. Em seguida, os traficantes jogaram o corpo nas proximidades de um shopping e de um quartel da Polícia Militar no mesmo bairro. Os bandidos roubaram a arma do agente, uma pistola de calibre Ponto 40 (.40), que foi, posteriormente, apreendida com os assassinos presos.]

Confundido

A princípio, a Polícia tratou o caso como sendo um latrocínio (roubo seguido de morte), mas com o andamento das investigações descobriu que os traficantes decidiram matar o agente ao confundi-lo como integrante de uma facção rival. A Favela “Pau Fininho”, onde aconteceu o crime, vinha sendo comandada pelo traficante de drogas Marcelo Bezerra da Silva, o “Morcegão”, que acabou preso em Caucaia por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na semana passada.

Além de “Morcegão”, também foram presos outros seis envolvidos no crime, sendo identificados como: Abnoan Avelino Vieira, 49; Antônio Denilson Marques da Silva, 20; Francisco Alves da Silva, 34; Edson Alexsander Nogueira dos Santos, 23; Lucas Luiz Ferfolli, 25; e Marcos Antônio Ferreira, 30.

Os sete envolvidos foram indiciados em inquérito no DHPP após terem sido autuados em flagrante delito.

Nas buscas aos criminosos na favela, nas horas que se seguiram ao crime, o secretário Mauro Albuquerque, que é policial civil de Brasília, fez questão de participar pessoalmente das diligências, que só terminaram no dia seguinte, com a prisão dos suspeitos e na apreensão da arma do agente que havia sido roubada.

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